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quinta-feira, 9 de junho de 2016

O golpe tributário no Brasil



Em 2016, os brasileiros trabalharão 153 dias para pagar tributos. Ocupamos a oitava posição em um ranking que compara 27 países. Assim, 41,8% de todo o rendimento que ganharmos, em média, serão destinados a impostos. A estimativa é do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação).
O peso dos impostos cresceu nos últimos anos. Hoje se trabalha o dobro do que na década de 1970 para pagar a tributação. Em 2003, o brasileiro destinou, em média, 36,98% do seu rendimento bruto para impostos. Em 2010, destinou 40,54%, ou quatro meses e 28 dias.
Em 2014 e 2015, o comprometimento dos rendimentos com impostos, taxas e contribuições exigidas pelos governos federal, estadual e municipal ficou em 41,4%, o equivalente a 151 dias. O IBPT ressalta que os cálculos de 2016 levaram em conta o fato de este ano ser bissexto, ou seja, com 366 dias.
O estudo Dias Trabalhados Para Pagar Tributos considera a tributação incidente sobre rendimentos formada pelo Imposto de Renda Pessoa Física, contribuições previdenciárias e sindicais; e a tributação sobre o consumo de produtos e serviços, como PIS, Cofins, ICMS, IPI, ISS etc; e a tributação sobre o patrimônio, onde se incluem IPTU e IPVA. As taxas de limpeza pública, coleta de lixo, emissão de documentos e contribuições, como no caso da iluminação pública, também são consideradas.
A pesquisa compara a realidade de 27 países. O Brasil fica atrás da Noruega, lugar em que os cidadãos destinam 157 dias de trabalho por ano. No entanto, estes são países onde os cidadãos usufruem de serviços públicos de qualidade, o que não acontece por aqui. Basta tentar ser atendido em um hospital público ou visitar uma escola para ver de perto como o brasileiro não tem retorno nenhum do imposto que paga.

Não temos nem Educação, nem Saúde, nem Segurança. Nosso dinheiro vai para a ineficiência de um Estado inchado ou é desviado pela corrupção. O impacto é direto na vida de todos. Deixamos de consumir produtos de primeira necessidade, como alimentos, para trabalhar para este Estado falido, ineficiente, corrupto e constantemente faminto para morder nosso bolso. Vivemos um verdadeiro golpe diariamente!

O que resta para o brasileiro? Comemorar um 7x1 contra o Haiti e continuar levando de goleada do próprio governo? É uma triste e sombria realidade.

Fonte: Jornal Contábil (Editado)


segunda-feira, 28 de julho de 2014

Brasil registra uma tentativa de fraude a cada 17,2 segundos no mês de junho


Segundo a Serasa Experian, número de roubos de identidade para realização de negócios ou obtenção de crédito de maneira irregular caiu 11,9%


Por Mário Braga
O número de roubos de identidade para realização de negócios ou obtenção de crédito de maneira irregular caiu 11,9% em junho ante maio e 11,2% em relação a junho de 2013. Apesar da queda, o número chegou a 150.864 tentativas de fraude no mês passado, o que representa uma a cada 17,2 segundos no País, segundo o Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraude.
No acumulado do primeiro semestre deste ano, o recuo do índice foi de 3,4% ante o mesmo período do ano passado. Na internet, alguns cuidados podem ser tomados para evitar golpes.
Do total de tentativas de criminosos de fraudar dados pessoais de consumidores para firmar negócios sob falsidade ideológica ou obter crédito sem a intenção de honrar os pagamentos, 36,6% se deram no setor de telefonia, segmento com maior concentração de ocorrências. Em junho, o setor de serviços apareceu em segundo lugar, com 33,3% das tentativas de fraude. Neste segmento, se enquadram construtoras, imobiliárias, seguradoras e prestadores de serviços. Com 20,0% do total, o setor bancário é o terceiro colocado.
A Serasa Experian destaca que entre as principais tentativas de golpe aferidas pelo indicador estão: emissão de cartões de crédito, financiamento de eletrônicos no comércio varejista e compra de celulares com documentos falsos ou roubados.
Metodologia. A Serasa Experian esclarece que o Indicador de Tentativas de Fraude – Consumidor é resultado do cruzamento de dois conjuntos de informações das bases de dados da entidade: o total de consultas de CPFs efetuado mensalmente e a estimativa do risco de fraude, obtida através da aplicação dos modelos probabilísticos de detecção de fraudes desenvolvidos pela Serasa Experian, baseados em dados brasileiros e tecnologia Experian global consolidada em outros países. O Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraudes – Consumidor é constituído pela multiplicação da quantidade de CPFs consultados pela probabilidade de fraude.

FONTE: ESTADÃO (http://blogs.estadao.com.br/)